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Gestão e Foco no Esporte

Estratégia para vencer
Minha filha queria uma bicicleta. A outra queria um livro. No parque, uma pedala e a outra lê na sombra. São duas crianças diferentes com atividades distintas, mas que se reúnem diariamente para jogar algum jogo qualquer no meu celular. Seria injusto dizer que as minhas crianças têm mais brincadeiras disponíveis do que tinham as crianças de outras épocas. Meus pais jogavam bolinha de gude, cinco marias, pulavam corda e criavam seus próprios brinquedos, pois não tinham games à disposição. Entretanto, as crianças e adultos que hoje participam do mundo dos games já não podem brincar com muitas das brincadeiras de antes – ou alguém ainda escorrega de canoa ou anda com carrinhos de rolimã? (Se fizer, me convide!)
Os jogos mudam. Nós mudamos. Entretanto, toda mudança também carrega um período de adaptação em que coisas aparentemente distintas coexistem. É nesse momento em que percebemos que fogo e água são necessários e não se excluem mutuamente. O fogo tem seu espaço nas margens, na areia, na fogueira, no fogão para ferver a água que se bebe e com que se cozinha. Assim, não seria correto prever o fim de qualquer existência apenas porque novas formas de apresentação surgem. Antes de desejar o apocalipse, é mais proveitoso buscar compreender os pontos comuns.
O que teriam em comum o futebol de campo e os games? Provavelmente o foco. Nenhum jogador ou jogadora consegue chegar ao nível profissional sem foco. E se ele existe, naturalmente passará a existir uma preocupação adicional com a gestão da própria carreira e do coletivo. Onde eu quero chegar no futuro? Que caminho preciso percorrer até lá? Quais são as minhas habilidades e dificuldades? O que meus concorrentes têm que eu não tenho. Se isso soa similar ao que você já ouviu sobre planejamento estratégico, a minha missão foi cumprida. Tudo parte do planejamento. Tudo gira em torno da estratégia.